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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Uma mulher. Simples

21.03.19 | Delcy Reis

Reflexão recente sobre estas duas palavras. Uma mulher. Simples.

Apenas e somente isso, pelo simples e claro que é. 

E tendo a vida me proporcionado a oportunidade de me cruzar com tantas outras, cujo preenchimento que têm, em termos materiais e concretos será tão distinto.

E certamente que, pela diferença, não será mau. Apenas diferente, por tempos diferentes, decisões diferentes, ruturas, e pontos no caminho que foram sendo unidos por uma linha chamada caminho, chegando a um ponto de eventual "união", ou sendo mais precisa, "cruzamento", mostra que podemos canalizar as energias de forma distinta, efectivamente pela dimensão emocional que precisamos de abrigar.

Uma mulher, com experiência como outras mulheres, com crianças, jovens, que reúne todas as capacidades e competências, a dita experiência, para as poder pôr em prática. E põe, junto daqueles que têm  essa oportunidade.

E engraçado é ver, que as inseguranças que pelos que nos rodeiam, pensámos que sejam características que já a nós pertencem, não passam somente de influências, pelo meio em que nos encontrámos, más energias, que uma vez mais nos podem condicionar no passo seguinte.

Uma consciência emocional cada vez maior, que apenas e tão somente procura ter alguma paz de espírito.

Receava, pelo dinamismo e constante mudança que a vida  nos traz, juntamente com a crescente invasão tecnológica, eventualmente me ter esquecido do que é ser humano.

Eventualmente passo de uma dimensão de posse, para uma dimensão, de "cloud", onde toda a experiência e conhecimento se encontra neste momento armazenada, para poder ser aportada ao próximo projeto que virá. 

Talvez seja uma defesa. De certo o é.

Hoje vi uma criança a chorar.

E entendi, o que é poder acompanhar alguém. Confortar alguém. E que bem que soube, ver que o consegui fazer, um ser tão pequenino.

Entendi também o desapego que é preciso ter, por aqueles que são ditos como não sendo nossos.

Mas, como não os tenho, laço forte e direto, abraço os que eventualmente me rodearem.

Posso afirmar que foi o que escolhi, mas não o será, será também o que a dita "vida", de um sentido lato, escolheu para me dar, mostrando-me que, o que quero, o que eventualmente posso precisar, não foi percebido.