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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Uma disrupção. Um apelo à humanidade.

21.03.20 | Delcy Reis

Olá, estava parca de palavras, parca de partilha, de por tanta partilha realizar e tanta vida ter. 

Muitos, nesta fase perguntam as grandes diferenças e medidas tomadas deste lado do mundo para controlar a epidemia que é mundial. 

Controlar o fluxo de pessoas. Entre estados. 

Gerir, de forma segura, todas as vertentes de uma vida. 

Governos diferentes com mensagens diferentes e reações diferentes. 

Pois deste lado do mundo, os principais impactos, sendo que me encontro num país onde cerca de oitenta por cento da população são expatriados, são uma solidariedade gigante entre expatriados, sempre por troca de algo, sendo sempre essa a base de qualquer relação, já se estabelecia a regra nas primeiras aulas de economia. Mas aqui, muito mais sentidas as contrapartidas, as negociações mais apertadas e todas as vertentes emocionais. 

Hoje chove, é não sabemos se é chuva natural ou premeditada pelo governo para limpar. As ruas da cidade, as pessoas, o contacto. 

É um forte apelo à humanidade, onde grandes movidas aconteceram pela família, pelos parcos momentos que podemos ter junto daqueles que amamos. E com quem queremos estar. 

Mas a vida, tem sempre que continuar. Com força e positivismo. 

Aqui, as ruas serão desinfectados, os supermercados estão cheios de suplementos, e o trabalho continua. 

O risco de gerir o fluxo de pessoas para um hospital, por um pico de contágio que possa acontecer, sendo que o setor de saúde aqui é privado.

Contra informação no que ao paracetamol respeita, entre estados. 

Nós, que nos causamos isto. 

Nós, que danamos o mundo. 

Uma disrupção total, onde os impactos no que ao mundo dos negócios diz respeito, é gigante. 

Uma disrupção onde a segregação de ser humano ou não, única e simplesmente depende da família que temos naquele momento, fisicamente próxima.

Decisões de fuga, de regresso ao nosso país.

Navegar sem rumo, apenas pelas emoções não fará qualquer sentido. 

Mas um bom senso de entre ajuda, pelo menos por aqueles que sentimos que nos são mais próximos fará todo o sentido. 

Um apelo aqueles que de humano, e com a experiência de vida, vão perdendo qualquer senso de humanidade. Pelas máquinas. Pela tecnologia. 

Todos juntos teremos que ultrapassar a guerra biológica que se planeou, de forma desmesurada, por uma conquista de poder e território. 

Toda a globalização será posta em causa, e aquele sentido de socialismo, outrora presente no nosso país, assim como no mundo, tenderá a prevalecer. 

 

Veremos os próximos capítulos, contudo numa economia onde o capitalismo prevalece, certamente quem detém dinheiro e os ditos amigos, prevalecerá.

Pela boa gestão de relações, e pela boa gestão de capital. Humano e não só. 

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