Incompanhia

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Simples.

Agosto 04, 2017

Delcy Reis

Sempre vi o Algarve de Oeste como sendo agitado, desinteressado, muito massivo de turistas e pouco acolhedor na sua simplicidade, nas suas pequenas coisas, que também as tem. Temos é que vasculhar onde menos esperamos.

O azul do mar e o laranja de cada uma daquelas pequenas ilhas, a que chamamos rochas, onde a guardiã da praia, garante que a visita deste verão não vai comprometer muito a sua praia.

Este ano, mudei de perspectiva.

Cabanas, que sempre foi um porto de abrigo, e que sempre terá as suas memórias bem guardadas, com a evolução, tornou-se uma vila pescatória moderna.

Ir ao supermercado, já não significava tranquilidade e escolher com calma o que se leva a praia. Significava apenas não nos esbarrarmos com turistas, ou locais e ainda termos que responder em Inglês ao senhor da caixa, porque somos confunfidos, ou talvez padronizados com os restantes turistas.

A pele morena e a sobrancelha preta já nao distingue. Mas a minha cabana estará sempre ali. Perto da linha de comboio e com o cheiro da serra que está ali tão perto.

Mas, não sejamos fundamentalistas ao ponto de acreditar que a mudança, por uma mera distancia de km's é radical porque não o é.

Neste lado do Algarve, o apêlo ao turista está também presente com supermercados britânicos, shoppings, e promoções de cerveja na esplanada.

Neste lado do Algarve, o materialismo está também, bem presente, pelos carros, os barcos de vilamoura e pela multidão de pessoas a caminhar na Marina, sem eu por vezes entender bem qual é o propósito. Será, espero, simplesmente caminhar.

Os de fora, neste lado do Algarve trazem o estravazar de alegria pelo contraste de cultura.

Pelo sentimento de liberdade. Pelo sair da sua ilha, no norte da Europa.

 

Visitei, com a minha fiel companhia, o Sitio das Fontes.

O cérebro sempre associou Algarve a praia, e nada mais.

A péle sempre associou o Algarve a sal, bolas de berlim, e cabelo palha.

O ouvido sempre associou o Algarve a aguá com areia, e nao a água com água.

O corpo não assimilou uma pequena lagoa no Algarve. Sim é pequena, vos garanto, mas mergulhamos num Algarve intenso, de cheiro, calor e cor, onde apenas o som longinquo da auto estrada nos faz voltar por momentos à nossa realidade; agitada.

 

No Algarve, fui tomar em Estombar, num sitio cheio de fontes, frescura. Fontes de água amaciada pelas algas, e refrescada pelas pedras. Transparente.

 

O Jack, incorporou o seu instinto de caça, onde água, terra e sombra lhe trouxeram alegria e momentos de liberdade.

O Jack, faz-me entender e conhecer, porque eu também gosto de explorar e descobrir.

O Jack, todas as manhas está lá. Branco e castanho com olhar atento e a precisar de me ver. E eu a ele.

 

Bom descanso. 

 

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