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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Dom | 11.03.18

Sereia Louca

Delcy Reis

Hoje abunda a água e abunda a vontade.

Novamente a vontade de abraçar o mar, e que ele me encha a boca e a pele de sal.

Imagino-me sereia, a flutuar no mar bravo, e sem querer me deixar levar pelas ondas.

Cada uma delas , bate na cara, e com tanta insistência, que a força para conquistar a minha concha, perde-se.

E deixo-me levar por uma onda, e e tão bom ser levada mas, quando ela termina, preciso de me batalhar por outra.

Junto, a este meu texto, o trabalho de capicua, que tenho ouvido durante esta semana.

Artista do Porto, bastante influenciada por uma escritora que aprecio bastante, Sophia de Mello Breyner.

O seu repertório de músicas, apresenta títulos bastante profundos, e pesados como Maria Capaz,  a Sereia Louca e medusa.

Gritos de liberdade, sobre a diferença de cada um de nós, sobre os sonhos que temos e idealizamos, sobre a vontade de rasgar a cauda, daquele Mar Salgado, e experimentar o doce, amargo e ácido, da vida.

Fala sobre ser, humano, capaz de absorver a tristeza, de uma forma revoltada, e constante, e de um coração esponja que absorve tamanha tristeza.

Gritos de liderança, em Maria Capaz, e recordações de infância que me reconfortam em Vayorken, pelo atrevimento, pela rebeldia.

Nos dias de hoje, a presença do positivismo, do optimismo, e quase uma obrigatoriedade, Obrigando-me a mentir e esquecer a minha verdade.

E a linguagem corporal, por vezes seria, exatamente a mesma, sair das escamas da sereia, e caminhar com o corpo livre.

Sim, identifico que um sorriso, traz muito para a alma, que a tristeza, traz força, depois do reconforto e me dou. E tem sido o mar que guarda os meus segredos.

Os segredos da sereia que mergulha por mar incerto, 

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