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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

QUEEN

15.11.18 | Delcy Reis

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Uma oportunidade que recomendo vivamente. O filme que se encontra em exibição nas salas de cinema  para os amantes desta banda dos anos 70.

Recordo-me em miuda, também de ser bastante influenciada para os acompanhar. Recordo-me, para a geração daqueles que os acompanharam na sua altura, a doença que Freddy Mercury teve, foi marcante para todos os fãs, assim como a grande prestação da banda no live aid. Era um grupo que ouvia mas que, ao desconhecer a razão porque se juntaram, a criação de algumas das suas músicas, confesso que não prestava muita atenção. E ao grande vocalista Freddy Mercury.

Este, não era o seu genuíno nome, assim como as suas origens foram bem camufladas pelo mesmo. Julgo que não por vergonha, mas sim porque gostava de criar, e talvez viver o seu próprio mundo de sonho, à sua imagem.

Uma banda, que pela sua diferença, conseguiu ter um percurso sólido por cerca de 20 anos, onde egos e vontades individuais, foram superadas pelo grupo, e por tudo o que criaram em conjunto. 

Freddy, sempre excentrico, na forma de estar no palco, na sua imagem, e por isso mesmo alvo de todas as críticas e extravagancias, quando muitas delas nem sequer nasciam da sua criatividade: por exemplo, a musica de "I want to break Free", onde todos se vestem de mulher, e no meio da mesma, é explorada toda a comuncação de corpo, humana, completamente fora da caixa, da vida "normal", é rotulada como sendo uma ideia de Freddy, quando na génese, foi também roger Taylor e Brian May que foram os excêntricos, apesar de casados e com uma vida emocional "estável". 

Toda a força, e capacidade de inovação, proveio inicialmente do vocalista, com junções de géneros musicais bastante ecléticos, onde a junção do rock com ópera, e a extenseão temporal de uma faixa de música foi arriscada com Bohemian Rapsody. Sons, distribuidos pela direita e esquerda, recorrendo a métodos completamente artesanais, inspirações em galos de quinta, para cantar o conhecido "Galileo", são pequenos pormenores partilhados, numa história, agora partilhada nos grandes cinemas. E, apesar dos atuais efeitos especiais cinematográficos, na minha opinião não retira o cruo que a película e história têm.

Rapaz, crescido numa familia, com valores  e principios muito fortes, capaz de acreditar no seu instinto, e capaz de fazer acreditar, sempre, os restantes membros da banda.

A capacidade que tiveram de chegar ao público, e de comunicar com ele, de forma antes nunca praticada, foi algo de génio para a altura. A capacidade de aprender tal facto como uma oportunidade a explorar, com "We will rock you", de aproximar todas as pessoas em momentos de felicidade com " We are the champions", são capacidades únicas de uma banda de quatro jovens que estudavam na faculdade, e tocavam apenas para um meio universitário. E que foram capazes de sonhar mais alto.

E a verdade é que Freddy, pela sua excentricidade, extravazou a sua capacidade de junção com vozes corais, com Montserrat Caballe, no hino de abertura dos jogos olímpicos de Barcelona.

História de música, de grupo de pessoas, de vida de uma das lendas da altura, que recomendo vivamente ver. Independentemente de todas as críticas, pelo simples facto de alguns dos detalhes não terem sido aderentes na sua totalidade à realidade, para um mero espectador, nascido na década de 80, que não teve o privilégio de acompanhar a génese da banda, penso que é merecedor desta viagem.