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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

pluribus unum

30.04.21 | Delcy Reis

Nós, individuos,  nos dias de hoje o que é que valorizamos?

A sensação de regresso a Portugal, de forma não sabendo se definitiva foi estranha.

Por um lado , um balanço positivo de poder estar próxima daqueles que foram constantes na minha vida, e dos quais me despeguei de forma bastante disruptiva.

Encontro-me num cinzento incompreensível.

Num cinzento de recordações, de momentos passados, num cinzento indefinido em termos de futuro. 

Sei que somos todos diferentes, mas entendo que talvez por influências mais próximas, talvez por expectativas mais próximas, uma prisão de tamanhas expectativas criadas.

Sentimento de mágoa, foi aquilo que me foi dado, aquando da minha ida, sentimento de repulsa, em grande maioria, foi aquilo que me foi dado aquando do  meu regresso. 

E estou novamente numa sensação de indecisão.

Sem perceber o que quero, agora, o que anseio. Porque o que queria, simplesmente desapareceu da minha vida.

Talvez este seja outro dos IN's a acrescentar neste blog, que vos acompanha e a mim também, com várias histórias para contar.

Sim, são 36 anos de existência, em que nos ultimos 2 conheci pessoas tão diferentes, de meios tão diferentes. Individiuos, com diferentes motivações, indivíduos que celebram a liberdade de forma distinta, assim como a forma como se sentem.

Curioso foi perceber que, hoje de manhã, conversando com um alemão, homem, percebi que também sente.

Curioso foi perceber que, apesar de ter visitado imensos países, de ter viajado e estado em diferentes países, com o passar do tempo, o sentimento de casa, e de conforto é também o que prevalece.

No meu caso, também valorizo e bastante esse conforto. 

Contudo, ultimamente tenho tido sensações de repulsa. Talvez, porque  já não saiba o que é estabilidade. Talvez porque tenha aprendido em demasia ao que corresponde o desafio.

Talvez porque tenha desaprendido o que é o conceito de família.

E porque agora, que o queria aprender, quem mo deu e quis ensinar desapareceu.

E, talvez por isso mesmo me sinta una. Porque reconheço que o conceito de grupo é essencial, seja ele familiar, ou seja ele profissional. Que devem existir os dois, para que o balanço aconteça.

E quando temos essa consciência, tão individual, tão própria, voltamos novamente a concluir que, todos procuramos a juventude ou felicidade de alguma forma. Sem a conhecermos. 

Eu, não me coloco numa posição de extrema importância. Apenas procuro um melhor amigo.

Se é que existe.