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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Ter | 03.07.18

Pessoas em xadrez

Delcy Reis

Seres que vagueiam num mundo que gira.

Ciclicamente gira, onde os problemas continuam a ser os mesmos. 

Tempos modernos, estes que se intitulam, onde a imposição não é tida como politicamente correta, mas é imposta, de forma subtil e por vezes pouco ou nada ética.

Sim, e talvez transparentemente me perguntem, do julgamento moral que trago. 

E de forma legítima.

Respondo. Todos buscámos a nossa ideologia, os nossos sonhos e para tal, os riscos que decorrem da decisão ou exposição tomada, apesar de conscientes e racionais, são como que tapados pela carapaça da tartaruga. E o que a tapa, é o dito Carma, o dito instinto, a dita energia.

Todos podemos desempenhar o papel de peões neste xadrez.

Tempos modernos, certamente facilitados pelas novas tecnologias mas, onde o carácter humano também perde por essa mesma via.

Comunicamos por interfaces, não absorvendo olhos, sorrisos, expressões, e o toque. O simples toque que se torna tão solitário.

E um olhar, firme e seguro, ou em certas e determinadas circunstâncias, ternurento, se perde.

Pessoas, que ciclicamente rotinam o seu dia a dia para o trabalho pela simples inércia e dever.

E, quando o caminho é por nós desviado, numa direcção que julgamos ser melhor, em nada somos supreendidos.

Pelo menos até este Verão. Pelo menos neste tabuleiro de xadrez.

A superficialidade a que nos sujeitamos. 

A volatilidade a que nos sujeitamos, com a constante mudança intrínseca.

A constante obrigação, do let go, de forma displicente, desconsiderando tudo e todos os que nos rodeiam.

Talvez não todos, mas a grande maioria.

A não agressividade a que nos "obrigam", quando somos todos agressivos de forma omissa e suspensa no ar.

Sei que tudo é relativo, e na era global em que nos encontramos, apelar a qualquer humanidade, mesmo que pequena, com acontecimentos humanos tão fortes e destruídores, ajudem a que fiquemos em paz.

Nos media atuais, a posição de Trump, quanto à gestão de 2.300 crianças e a polémica que entretanto rodeu esta notícia. Na minha opinião, crítica,  talvez pela sua imagem, talvez mesmo pela sua superficialidade e pela não capacidade de me identificar com o mesmo.

Não me identifico, sim, pela imagem e posição extremamente comercial e mediática que assume perante o governo de uma das maiores potências mundiais e da forma por vezes demasiadamente optimista, pouco credivel e consciente com que se apresenta perante o mundo.

Mas, parece ser tudo uma questão de imagem.

Não me identifico, pela não reserva que assume, e pela gestão publicamente referida como danosa, de todo o seu império.

Mas louvemos a coragem. De exposição, juntamente com tomada de decisão.

A decisão promove a mudança e o crescimento.

Apesar de estarmos numa roda, e de os problemas serem todos os mesmos, as ideologias que suportam os grandes poderes mundiais, desvirtuam ideologias anteriormente globalizadas.

Não sei se estamos a perder humanidade, ou se já a perdemos, por via da cultura extremamente globalizada em que vivemos.

Neste tabuleiro de xadrez, e nesta partida, fui torre.

Mas sei que posso ser rainha.

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