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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Qui | 08.11.18

Os audazes que acreditam na individualidade.

Delcy Reis

Este texto irá para aqueles que acreditam que apenas por eles mesmos, pela sua força e compromisso, conseguirão encontrar aquilo que precisam e procuram.

A todos aqueles que sabem que, por maiores relações que se possam manter, devemos separar a relação criada do que nos mantém naquele núcleo, naquela comunidade.

Este texto será para aqueles que sabem manter a relação após as ondas todas se dissiparem, e a revolta acontecer, pelo laço sanguineo, ou por momentos outrora bem passados.

Sim, todas as relações se estabelecem e nascem por interesses e necessidades comuns, do momento, sendo que no que respeita aos interesses, os mesmos sendo inatos se mantém com o passar do tempo, e com o passar dos anos, nomeadamente no que àquilo identificamos que nos possa, de certa forma fazer sentir bem e realizados.

Penso que as palavras que preservam estas relações são três:

- Respeito: saber respeitar a outra pessoa, o seu espaço e até onde podemos ir, tomando as atitudes que sabemos que nos irão fazer bem, sem interferir no bem estar alheio. Se destes cruzamentos surgirem oportunidades, tanto melhor;

- Influência: A construção de uma argumentação lógica, com o objetivo de fazer ver o nosso ponto de  vista lógica, e a forma como, naquele momento estamos a ver a conjuntura, poderá de certa forma, exercitar a cabeça do receptor da informação no sentido de algo que possa fazer sentido. Aqui, e neste ponto sinto que, a nossa cultura, portuguesa acima de tudo,  não estando acostumada a ver o padrão da mulher como uma opinion maker, or decision taker, por vezes à partida cria uma barreira no debate que não ajuda nem permite a evolução.

- Consciência: consciência da forma como comunicamos e de que palavras serão proferidas para o receptor da informação, sendo apologista que se tomem decisões,  não precipitadas, mas que as mesmas naturalmente, promovem para que os caminhos se descruzem e assumam um trilho, livre e sem rede.

 

Este texto saberá bem a todos aqueles que vêm na solução, também um modo de estar, bom, possível e não assustador. Servirá como conforto e acompanhamento, para aqueles momentos em que sintam que precisam de uma mão que os puxe.

 

Esta tendência naturalmente que se reforçou ainda mais com as novas tecnologias, onde o estarmos presente e constantemente em reuniões, em contacto verbal, não será de todo necessário, e onde gerimos o nosso dia a dia, pela ordem com que os emails caem na nossa mail box.

E, por esta via perdemos algumas capacidades de comunicação que nos são inatas, e que por vezes ajudam a ver como é que genuinamente as coisas efectivamente se verificam e acontecem.

 

Dependendo do estado de espírito de quem ler este texto naturalmente poderá concluir que a sua escrita é feita por alguém que se encontra menos feliz, já que hoje, sinto que é esta a palavra de ordem, obrigatória, e cuja tendência normalmente não concordo, porque deveremos reconhecer aquilo que nos afecta emocionalmente, procurar combater, mas reconhecer, tendo sempre presente,  que não será controlável na sua totalidade, e muito menos previsível.

 

Mas, precisamos de alguma forma de nos sentirmos inseridos, onde seja, com quem quer que seja, mas inseridos, a contribuir, e com um propósito.