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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

OHHHHH NOS ALIVE

15.07.18 | Delcy Reis

Podendo parecer crítica, digamos que, contrariamente a isso, esta minha partilha de opinião surge pelo simples facto de este ano não ter ido, e apreceber-me da mensagem que as massas podem transmitir para quem está fora, sem ser pelos meus de comunicação " comuns".

Primeiro, vemos os amigos, parecendo numa espécie de competitividade a perguntar, quem vai e quem é que não vai, não se percebendo muitas vezes qual é o intuito: saber que vamos, encontrarmo-nos, cantarmos uma música, ou simplesmente desafiar.

E, muitas vezes, com essa partilha, ficamos a saber quem vai, não nos vemos, e andámos desesperados a ligar para perceber quem vai onde nos encontramos: perto da casa de banho, à entrada, aqui mais ou menos ao meio da plateia :)

 

Engraçado que, por defeito, anteriormente olhava sempre para os eventos a estar com os amigos como uma oportunidade, e tornava-me sempre flexível para poder estar com os mesmos.

Mas, as rotinas mudam, e as vidas também. E as pessoas também, principalmente para não se magoarem e gerirem o seu compromisso de uma forma saudável. Pelo menos e neste caso somente para mim.

Hoje, reconheço que, a prática no whatsup da criação de grupos para nos encontrarmos, assim como da partilha constante nas redes sociais, é uma boa estratégia quando nos aventuramos a ir " sozinhos" a um festival.

Sim, escrevo " sozinhos", porque estamos rodeados de pessoas, portanto não estamos propriamente sozinhos.

A primeira estratégia, nem sempre funciona, continuo a achar que uma chamada marca toda a diferença, mas por vezes parece que dou por mim com receio de a fazer, a um amigo. Que é uma estupidez, mas o cérebro tem destes eventos, rotinas e hábitos que são cortados, ou que porque recentemente nos fizeram menos bem, simplesmente ignoramos.

Ou então, é constatarmos que já não temos tanta força, para mover o grupo a quem nos apegámos, sem ser por um evento que marque, e não simplesmente para estarmos e recordarmos aquilo que já passamos.

Mas, voltando à temática Nos Alive. Hoje, após o dia de ontem, voltei a ver o fenómeno da partilha tecnológica numa das principais bandas de rock, os Pearl Jam, que me recordo de ter visto noutros festivais em Portugal, onde efectivamente me abraçava aos que me rodeavam e cantava, até ficar rouca.

Hoje, partilhamos no instagram e no facebook.

É verdade, que a uma escala talvez menor, mas a caminhar para, o Alive começou por ser um festival na sua génese, de música, e está a passar para, no meu entender um evento social, onde não se vai ver música, ver um concerto. 

Largo é o número de pessoas, que filmou e partilhou em redes sociais, tornando-o tão diferente do seu cruo original.

Espero que tenham cantado e tenham tido a oportunidade de ter, alguém conhecido e de confiança com quem pudessem brincar, com quem pudessem cantar.

Espero que, todas as músicas recordavas e cantadas por todos vos tenham trazido recordações de momentos e de pessoas que vos fizeram bem. Julgo que tenha sido por isso que também optei por não ir; apesar de reconhecer que são uma grande banda e que as letras e músicas são boas.

Reforço que, o legacy deixado por Pearl Jam é incrível, mas a criatividade já não será muita, e na fase de carreira em que se encontram, julgo que se impunha um novo álbum, com novidade e criatividade.

Por favor, comunicação social, não nos esqueçamos de grandes músicos portugueses que também estiveram no mesmo recinto, como Gift, Branko e Orelha Negra, com boas "vibes", talvez um espectáculo que não tenha tido tanta grandiosidade, mas que certamente para lá caminham.

 Apesar de as horas serem menos próprias para consumo, para pessoas que tenham compromissos laborais até horas tardias, Franz Ferdinand e Jack White, assim como QOSA continuam a brilhar com a sua intesidade e rock&roll.

Repito, da minha parte, como outsider, foram as ondas de som que vieram para este lado e, talvez de estar de costas viradas para Pearl Jam, que me refugio no prestigio de outros musicos/ bandas que não foram afetados por este "virus".

 

Eddie é um grande músico, mas já com pouca vontade de criar.

Agora, para mim é estrnaho, misturar uma Lao Ra, com Jack White, Franz Ferdinand e Alice in Chains.

 

Mas a diversidade impõe-se, sempre.