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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Qua | 06.06.18

Millenials

Delcy Reis

Discussão e debate sobre o tema por parte de  Simon Senek, que revistou a minha consciência, talvez por procurar respostas para eventos que tenham acontecido recentemente na minha vida e, para me poder enquadrar de alguma forma, no tal meu meio, que infelizmente esta imposto pelo comportamento dito “normal” da sociedade de de onde cada um ocupa o seu lugar.

Esta geração, a geração Y, que incide sobre todos os que nasceram após os 80, mas mais precisamente a partir de 82.

Geração caracterizada pela diversidade, pela vontade de querer desempenhar um papel no mundo e sentir que tem impacto, acreditando que, para tal não é necessário ter bastantes anos de experiência mas antes conhecimento  apenas o conhecimento técnico tão exaustivamente explorado na faculdade.

Geração, cuja velocidade de raciocínio se encontra suportada nas tecnologias, onde a globalização e a capacidade de absorção de informação, das mais diversas àreas, é concebivel.

Várias  são as críticas para o crescente individualismo, narcisismo assente nesta geração que protagoniza uma competição exacerbada nas plataformas de redes sociais, onde a felicidade é transmitida e bombardeada de forma recorrente, e por vezes, demasiadamente pessoal e transparente, onde a aparência, os filtros, e a perfeição e imagem são critérios e características que fortemente contribuem para destacar esta geração das restantes.

 

Independentemente da geração, eu sou das pessoas que acredita que a autonomia na idade adulta, e a capacidade prática de resolução de todos os problemas que nos surgem , revela isso mesmo, autonomia, e valor acrescentado para o mercado de trabalho, sendo que naturalmente a capacidade de comunicação dentro da organização e para o mercado é essencial.

 

Indepentendemtente da geração, entendo que, nos dias de hoje, pela evolução dos negócios e constante mutação dos hábitos da nossa sociedade, o facto de cada vez mais procurarmos preservar o nosso bem estar, retirando partida da evolução tecnológicaa que assistimos, quer em termos de overload laboral, quer em termos de vida pessoal, não entendo como sendo algo sem lógica. 

Naturalmente que, pertencendo eu a esta geração, reconheço que, para um equilíbrio emocional, a tamanha responsabilidade que nos foi colocada quando jovens quanto ao emprego, necessidade de emprego, deverá ser relativizada, deveremos conquistar o nosso equilíbrio individual e procurar não esquecer os gostos que temos, individuais e que emocionalmente nos reequilibram. Mas certamente que sentirmos o nosso contributo para a sociedade, país e mundo é algo importante também em termos emcionais.

Consigo aceitar que, a necessidade de anos de experiência, e a bagagem de projectos realizados num intervalo temporal maior, terão o seu valor, mas reconheço que a capacidade de adaptação e o conhecimento técnico da minha geração começa a ser reconhecido, principalmente pelo novo tecido empresarial criado em anos de crise, onde os mesmos narcisistas, foram empreendedores,  não desistiram do seu pais. 

Contudo também reconheço que, a facilidade de informação e formação assim como comunicação promovida pela tecnologia, pela internet, favoreceu em termos de facilidade, não exigindo um tanto esforço na recolha da mesma, tornando a geração talvez mais frágil e com uma auto confiança e estima baseadas em relações superficiais, de redes sociais, descartáveis que não ajudam na concepção da sua personalidade, mas sim numa constante adaptação

 

Se, em nós já sentimos esta barreira, como serão as gerações futuras?