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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Dom | 01.07.18

Love is all.

Delcy Reis

Inspiraçao sobre a noite de ontem. 

Há dois anos que não ía a um festival na grande cidade de Lisboa.

Sempre tive uma opinão muito particular sobre o evento Rock in Rio, pelo abuso de merchandising que tem na cidade do rock, e pela Disnleylandia da música que aquele espaço é.

Pelo menos sendo assim que o sinto, vindo de outros ambientes, onde a música era o drive de multidões, a arte e a expressão que é qualquer peça de música.

Ontem fui. Por mim. 

Novamente absorver o ambiente, as pessoas, sendo sempre perseguida por uma nuvem bem carregada de chuva que, curiosamente deixou de chorar, quando me protegi dela.

O que senti, naquele festival e neste ano em que Portugal está com uma exposiçao muito forte, pelo crescimento económico que sente, assim como por todo o turismo que rodeia Lisboa, e Porto, a forte mensagem turística passada para a europa.

Senti a força do nosso país com Xutos, e com Marcelo Rebelo de Sousa que, dias antes passou uma mensagem completa e cheia de conhecimento, a um ser superficial, mas com grande poder mundial. Nada comparável.

Senti, a força da tecnologia, quer nos meios de pagamento, quer na forma em que comunicamos nos dias de hoje.

Senti o que é que as redes sociais representam, quer para os que estão presentes, mas "ausentes", quer para os que absorvem do outro lado.

Revivi, com the Killers, e o Brandon, a excitação da juventude por ver um vocalista tão bem parecido. Banda que anteriormente não tocava em palcos com tanta exposição, penso que a prova foi bem superada pelo espectáculo que deram. Revivi, os "good old days", de uma "promised land" em read my mind. 

Revivi os tempos de meninice, com o Mr. Brightside.

Mas o momento alto da noite, foi o espectáculo ardente de Chemical Brothers. Sim, eram cabeça de cartaz mas, nada expectável para esta dupla que, na minha opinião, criou um dos projectos de musica electrónica dançável, com mais de 30 anos, e com uma qualidade e sucesso incomparáveis.

Uma maravilhosa combinaçao de luzes, entretenimento, magia, emoção e intensidade, são os adjectivos fortes que encontro para descrever o encontro que tive com Tom Rowlands e Ed Simons.

Dezanove músicas, que partilharam, com muita vibração, som, luz.

Free yourlsef, Snow, Got to Keep on, algumas das músicas que me arrepiaram, pela sua intensidade, e reconforto.

 

A mensagem, que desta vez me transmitiram e com a qual deixaram o palco. Love is all. Is there any love at all?

Borboletas na barriga. Sorriso.