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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Louvre. Abu Dabi

23.03.19 | Delcy Reis

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Primeiro espaço cultural, em terrenos árabes.

Alguma curiosidade, por poder beber a influência da cultura ocidental, num país, que de tão superficial tem em termos de vida, e que pouca profundidade terá  em termos culturais. 

Após a Sheik Zayed Moske ser visitada e poder ter imaginado as mil e uma noites, apesar da sua tão recente construção, o contraste do edifício do Louvre, no que a sua edificação respeita, assim como conteúdo será a visita a descrever, pelo seu caráter universal.

Espaços amplos e modernos, luz natural, e uma exposição que de pouco ruidosa deve ser,  está sempre acompanhada pela água, em seu redor.

Toda e qualquer passagem de sala, transmite uma mensagem de multiculturalidade, pelos diferentes idiomas onde a filosofia de grandes autores, como Sócrates,  “wisdom begins in wonder”, Lutra e Khalil Gibran, nos transportam, para reflexões profundas, ou a paz interior.

Uma exposição universal, onde a transparência e semelhança de diferentes continentes,  no que à religião diz respeito, a forma como é idolatrada, trouxeram uma consciência de universalidade, entre diferentes povos que uma vez mais poderá contribuir para o não entendimento dos constantes e recentes conflitos humanos, suportados em comportamentos de vingança e ódio menos controlados.

Sobreposição da Dancing Shiva, Deusa Hindu, com o crucifixo de Deus, urnas cuja semelhança na forma e nos deuses que cada uma das religiões venera, são formas de culturalmente reforçarmos a ideia que todos, apesar de com raças distintas, procuramos olhar o mundo, tendo como referência energias positivas não conflituosas. 

E todos teremos a responsabilidade, de as tornar mais presentes que as que contribuem para a destruição.

E um vez mais o que, também une templos, igrejas mesquitas, será a rota do incenso que, em tempos sendo mais caro que o próprio ouro, serviria para purificar espaços, e promover a harmonia. Essência exportada, inicialmente para o mediterrâneo, e posteriormente para a Ásia oriental, a sua presença é também transversal no que  religiões respeita.

O reforço, de uma visão espiritual não baseada no sofrimento, como é o caso do cristianismo, mas na dança nos cânticos, numa flor de lotus, que na forma como em conjunto, traz também a paz de espírito, e promove a prática do bem e da esperança, de bem estar.

No espaço exterior, o contraste do edifício, com uma rede de cápsula que se entende como sendo a proteção de uma peça de Lego branco gigante, conjugada com as vestes brancas deles, que sendo imperadores, também têm as suas danças e forma de partilhar a alegria de estar vivo. Para além das vozes, ecoam os tambores, num contraste moreno, e cinzento.

Vanguardismo, e profundidade são as palavras que uso para adjectivar esta passagem no Dubai.

Louvre, em França, poderá ser a minha próxima visita.

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