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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

House of cards

10.02.19 | Delcy Reis

Série iniciada em 2013, que combina a vida pessoal de um casal, onde os dois membros do mesmo são pessoas amplamente ambiciosas, não olhando a meios para alcançar aquilo que pretendem na sua vida profissional.

Claire e Francis, um casal que vive de forma bastante intensa, tendo um compromisso emocional bastante forte com a Casa Branca, quase como se fosse a sua propria casa, onde moram.

Conhecem todos os corredores, conhecem todas as formas de negociação, de abordar de acordo com o interesse em causa. Práticas menos éticas, onde a fragilidade é compensada de forma relacional ou material, o objectivo de alcançar o poder máximo é palavra de ordem. O poder que vêm de poder contribuir para a vida de milhões de pessoas e para uma das principais economias mundiais é digno de ser registado.

Série que tive a oportunidade de ver, e que pela mudança de perspetiva apresentada na fase final da season 6, faz denotar que sim, é fantástico podermos rodear-nos de pessoas que nos influenciem, mas sempre será menos antagónico podemos influenciar aqueles com que nos caracterizamos, pelas tendencias e gostos pessoais serem mais próximos.

E que confusão poderá gerar num ser humano que conhece tão bem estas duas realidades, e identifica formas diferentes de comunicar, e para quem eventualmente as palavras de confiança e lealdade serão a base de tudo, força resiliência e a consciência é de facto esquecida. Adjetiva-se também de maturidade ou então, também poderemos adjetivar de poder de relativização em busca de objetivos pessoais, sendo colocados noutra esfera, ou simplesmente renegados da nossa esfera.

Série bastante atual, onde ambição luxúria, capacidade de persuação, sempre com uma ameaça como base, naturalmente no que a exposição respeita, jogos de interesses, onde a corrupção poderá estar presente e não é dissociada do poder de influência.

Três esferas completamente distintas, e que se relacionam de uma forma tão equilibrada: relação pessoal; vida política, e exposição mediática, sempre e claramente influenciada pela oposição de quem está no poder. 

Palavras, como verdade e transparência, novamente usadas em processos de mentalização de massas, onde a forma de comunicação, e a imagem são os pilares de credibilidade. 

Por fim, a maternidade, exposta e explorada da forma mais natural: onde o homem, entende que a mulher pela responsabilidade de trazer este ser ao mundo deverá ser mais sensível a eventuais posições de força e poder, onde a chantagem emocional aparece novamente, para de certa forma procurar fragilizar a oposição.

Somos todos responsáveis pelo futuro, quer tenhamos ou não filhos, quer tenhamos ou não família, simplesmente pela forma como contribuimos para o mesmo, ou então, dito de outra forma, de como a sociedade vai permitindo que o façamos.

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