Incompanhia

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Flores de um estranho

Junho 01, 2018

Delcy Reis

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Hoje, após mais um dia de trabalho, fui surpreendida. E não sei quanto a vocês mas eu, na vida, adoro surpresas, principalmente aquelas que me fazem sorrir de forma inesperada. 

E, de facto, são mesmo os pequenos pormenores e o atrevimento da comunicação, mesmo com pessoas que nunca antes vimos na vida, que nos podem proporcionar momentos destes.

Sim, já  vos tinha escrito, todos os dias procurarmos solucionar problemas, com conhecimento, com aprendizagem e, tantos são os dias em que chegamos a casa derrotados. 

Este, foi mais um dia assim, diferente pelo início de mês , e por tantas outras razões, tantos outros compromissos que assumi comigo mesma, e com a minha vida pessoal que, em certa medida, procuro também  e esforçadamente controlar.

Primeiro dia do mês de Verão, onde o calor já deveria começar a surgir, para aquecer a alma.

Percorro como de costume, as redes sociais, em busca de um hábito , uma atualização do mundo, das vidas das outras pessoas de forma a que, a minha assuma algum caminho, pelas ideias que estas me possam dar. 

Vejo um homem, diferente, subir as escadas, com um ramo de flores na mão. Sorri, e apenas imaginei que as iria entregar a quem estivesse à espera em casa, ou seguidamente chegasse.

Em certa medida, esta imaginação consolou-me.

Subi também as mesmas escadas. Ele estava no hall do prédio.

Pessoa extremamente cordeal e educada.

Referi, com detalhe, que por ventura se tinha esquecido do ramo de flores que tinha trazido na mesa do hall, para poder abrir a porta do elevador. 

Apenas respondeu, “Não, deixei na mesa, para quem eventualmente pudesse gostar”.

E, de seguida, e sem mais demoras, apenas me perguntou “ quer para si as flores?”

Um sorriso. Um simples sorriso.

E que tanta simbologia e numerologia teve este pequeno gesto hoje. Catorze Gerberas, oferecidas por um estranho professor de Antropologia, a ciência que estuda o homem e a humanidade de forma global, portanto abrangendo todas as suas dimensões.

Catorze, o numero de vida, que abarca todas as pessoas que procuram constantemente a mudança, a felicidade em detrimento do materialismo excessivo.

Tinha como definido que, não se aceitam flores de estranhos. Talvez da minha meninice. Por protecção.

Não me senti só no mundo. Afinal, no mundo em que vivemos, por vezes ainda consigo encontrar pessoas iguais a mim, que dão. E não são expulsas, ignoradas, criticadas por isso.

Obrigada, estranho, pelo sorriso, já um pouco enrugado que me deste no elevador.

Sorriso grande, olho iluminado de azul, com a paz no peito.

Bom fim de semana.

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