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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Constelações

03.10.20 | Delcy Reis

As denominações que utilizamos para as diferentes constelações estão imbuidas de história, tradição e mito. Enquanto aglomerações imaginárias de estrelas, sempre foram alvo de fascínio do homem. 

Perplexo, com aquilo que o rodeia, comprometeu-se  a decifrar as suas próprias origens com base num espaço mítico, e cosmogónico, atravessado por inteções sobre-humanas, espaço este ilimitado. 

Acomodou vontades antagónicas de deuses, sempre fascinado com a esfera celeste que é o seu planeta, e instigado pela demanda investigatória do seu olhar, as estrelas e as constelações surgem nos mapas e nos mitos, sob a forma de narrativas e signos vários. Nessas marcas luminosas, aparecidas no céu, o espírito do homem encontrou indíces, misteriosos acerca do universo, da vida e da humanidade.

 

Este é o território, no qual a constelação surge posteriormente, entre as estrelas fixas com o dom da imortalidade e uma permanente lembrança de destinos colectivos e individuais.

Autores como Walter Benjamim defendem que as ideias estão para os objetivos, assim como as constelações estão para as estrelas, ou seja, as ideiais não se encontram realmente presentes no mundo mais do que as constelações realmente existem nos céus. De alguma forma, a obra de arte é uma poderosa metáfora da constelação.

E no final, somos todos estrelas, de constelações.