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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Comparações sociais

25.12.18 | Delcy Reis

Não sei se já sentiram que, em diferentes ambientes, diferentes são as comparações às quais nos podemos eventualmente sujeitar.

Vivendo em sociedade, naturalmente que nos pretendem colocar em determinado grupo social, que é classificado como normal nos dias de hoje.

Mas, o meu caso neste momento é bastante específico, e denoto a simpatia e por vezes força a daqueles que me têm vindo a rodear para me poder sentir bem, em meios onde seria suposto a minha contribuição ter sido diferente.

Em termos emocionais, a altura do ano em que nos encontramos, é limitada à realidade que conhecemos. 

Tenho amigos em Pequim, que passam um Natal diferente, e aqui podemos criar concepções de Natal tão distintas.

Hoje, depois de uma consoada passada na tradição daqueles que têm enorme gosto em a repetir, constato os Natais da minha geração, e o fenómeno de partilha que as novas tecnologias permitem: mesas  com muito bom gosto em termos de decoração, fotografias familiares partilhadas nas redes sociais, sem qualquer receio da exposição que possam por ventura trazer, em termos de segurança para si e para os seus relativos.

Casais amigos, onde familiares se encontram espalhados por todo o globo terrestre, e que se ajustam a formas de celebrar esta época do ano, de forma diferente, mas com um factor em comum, que pelo menos foi o meu denominador comum, deste ano: querer estar com as pessoas, e recordar que foi um disparate, até em demasia.

Voltando às comparações, onde neste ano seria expectável, uma nova companhia, um novo membro de familia, a não compreensão da demora em que tal aconteça, deixando toda uma familia em suspense sobre a minha vida.

Toda a comparação que poderá ser feita por aquilo em que sou diferente, leva a que as pessoas limem as palavras, por uma questão de simpatia.

E, ora me comparam com crianças, pelo espírito jovial que possa ter, as enormes e profundas gargalhadas que gosto de dar, e que me alentam e reforçam, ou entao ate mesmo com a mãe Natal, pelos sussurros de Natal, e musicas cantadas com tamanha alegria. 

Sim a constante adaptação da nossa parte, a diferentes ambientes, pessoas e interacções, veste-nos de diferentes peles, de diferentes capas, onde no mesmo dia podemos ter interações bastante formais, a interacções mais relaxadas, e podendo chegar ao final do dia sem saber muito bem, quem na nossa génese somos. 

Todas as comparações, não me ofendem, toda e qualquer comparação, ou mesmo gargalhada. Simplesmente porque nao lhe dedico muito tempo, dedico tempo, sim a mim, e à aventura na qual me encontro, certa que foi encaixar na fatia da sociedade, que vai precisar do ingrediente que lhe vou trazer.

 

 

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