Incompanhia

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Capicua

Março 07, 2018

Delcy Reis

Foi nesta capicua que,  o grande  referencial da igreja católica morreu. E ressuscitou. Eu não sou praticante católica, ainda, pelo simples facto de, espiritualmente ser uma dimensão bastante triste todo o espaço onde a mesma é partilhada. Muito escuro, mas onde a paz é também encontrada. Bem, que forma tão constrastante de iniciar o meu texto de hoje, que em nada tem a ver com a imagem, essa sim que me traz alguma identificação. Não pretendo com a mesma , referir que me identifico com Marilyn, que pela sua ambição exagerada, aos 36 anos não aguentou mais. Pretendo sim, aceitar que somos todos diferentes. Aliás, aceitar-me. Pela feminilidade que a imagem traz, juntamente com a rebeldia, da tatuagem. Uma marca para a vida. Um símbolo. Um referencial , arte.

Nos seus braços, amor, paz, sensualidade são valores e adjectivos que encontro, e que tudo tem a ver com o que tinha e procurou, nos seus 36 anos de existência.

 

 Delicada e rebelde, aventureira, Marilyn, durante toda a sua vida lutou contra o vício, a ansiedade de viver e a depressao. Talvez porque não tenha alcançado o seu equilíbrio, no tempo e momento que precisava. Com quem precisava, pelas constantes relações conturbadas que teve.

Pelas diferentes dimensões que cada ano lhe trouxe, de se expor e ter mais, de tudo, e de repente, muito pouco. Um coração exigente, que não sabe deixar partir.

Este celebrar de ano foi diferente. Mais envolvente, pelo simples facto de me terem ligado tantas e outras pessoas que, no meio dos seus problemas, se voltaram a recordar. Talvez tenha sido mais superficial, para os que o merecem. Mais envolvente para os que com quem quero continuar a partilhar o meu ser, recordar momentos.

E para os poucos que sou especial, esse denominador comum foi retribuído, obrigada.

E essa distinção é preciso de ser feita. Sentir o poder que tenho de decidir com quem partilho que dimensão da minha vida. Decidir quem permito que me use, para poder ter um bom dia. E quem não tem essa sorte. Como, um dos autores que acompanho ( grande MEC) disse a excepção prova a regra, não pela excepção em si, mas por provar que a regra com que nos comprometemos é verdadeira. No exemplo em concreto, falava do estacionar do carro, que é uma regra criada pela sociedade em que vivemos, uma regra democrática.

Eu, procuro a mesma para o meu ser. Para que a excepção me mostre a verdade. E tem-ma mostrado. Eu quero e vejo-a. A minha verdade. Dessa tenho a certeza absoluta, e espero que ela se compagine, na vida, com a verdade de alguém. Foi mais um que consumiu.

Por fim, vamos ao título, fumo denso desta kapicua, outra grande obra de arte, que transmite:dualidade, inconstância, re-equilíbrio, dependência e vicio. 

Lume, fumo denso, perfume, cheiro.

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