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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Bel AMI

28.04.19 | Delcy Reis

Filme de 2012, representado por Robert Pattinson, onde um jovem, cujas origens são mais modestas, procura integrar-se e fazer parte da alta sociedade francesa, de diferentes formas: primeiro procurando privilegiar o trabalho que realiza, e as competências e capaciades para o mesmo, e pposteriormente procurando fazer parte do meio envolvente, quer pela cedência do seu corpo, como forma de obtenção e concessão de prazer, a diversas mulheres, intituladas por si próprias como não sendo livres, e subjugadas ao esquecimento, ou então holograma. Uma Thurman, representa também aqui um papel marcante, mulher envolvida e apaixonada pelo trabalho que desenvolve, que se revela como sendo livre, e incapaz de aceitar o machismo/ autoritarismo do parceiro como forma de vida. Por defeito, para este tipo de mulheres entende-se que as mesmas são frias, estratégicas e sem qualquer elo emocional que as possa relacionar com homens coerentes e que continuamente apoiam e estão presentes na sua vida. Um dos momentos que mais me marcou neste filme foi o facto de, perante o funeral de um ente querido da mesma, o recente marido apenas procurar pensar de forma estratégica: o seu posicionamento na sociedade e exposição, assim como a componente material que aquele evento representaria para ele, procurando de certa forma influenciar em função do seu interesse próprio a parceira a passar a respetiva herança, pela exposição a que seria alvo na sociedade, por não ser entendido como " normal", que recebesse um montante tão avultado de valor da parte de um homem que afetivamente poderia representar o Pai e Amigo que sempre precisou que a acompanhasse. Esforço contínuo de George, por querer ser algo mais que o Bele Ami, da alta sociedade francesa, onde a exposição e toda a gestão emocional feita com as grandes patentes da sociedade, leva a que conquiste o objetivo a que inicialmente se propôs. Vantagens existem as de, na altura, ser suposto existir um bom casamento, onde o facto de a mulher ter perdido a sua virgindade seria por si só suficiente para que o pai a visse como tendo que ser obrigatoriamente noiva de tal parente. Hoje, a falta de proteccionismo a que nos sujeitamos, a vontade que procuramos ter de controlar tudo o que nos rodeia, leva a que continuamente nos sintamos unica e simplesmente peões de uma sociedade onde, apenas a felicidade, independência e bem-estar são considerados como pilares importantes. O respeito, a honestidade são cada vez mais colocados em segundo plano, ou misturados com outros conceitos. Relações.

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