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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Dom | 04.02.18

Azul

Delcy Reis

Azul, uma cor que me traz imensas recordações.

Uma simples cor que, hoje ao acordar, alterou o meu espírito, visto que quando regressei ao meu porto seguro, passei por uma grande tempestade cinzenta, de vento e chuva, muita chuva.

Olhei para o céu e recordei que esta semana descobri outra dimensão do azul. 

 

Ao  longo das minhas experiências e em diferentes fases da minha vida o azul foi associado a várias temáticas: emoções futebolísticas, de rivalidade, onde o orgulho do clube enchia o coração. Talvez o orgulho do clube ou da primeira paixão. 

 

Agora, numa fase mais adulta a cor apenas me traz sensações distintas: cheiro a mar e frescura, sensação de infinito.

Associo o azul ao céu, à lua nas suas noites mais intensas que torna o céu, mesmo de noite azulado, ao mar, que me reconforta com as conchas e a espuma os pés. A alma.

 

Esta semana contudo, e pensando eu que não me traria mais recordações, a minha infância foi forçada a ser recordada.

 

Lembram-se do monstro das bolachas? 

Fui ver um scatch pequeno do monstro das bolachas, e a simplicidade daquele personagem é incrível! Basicamente ele só comia bolachas contudo o fascínio de admirar a quantidade de bolachas que comia, assim como o seu gosto, era incrivelmente viciante.

Todas as noites comia uma bolacha com leite. E o prazer que aquilo me dava.

 

Esta semana conheci mais uma dimensão do azul. 

Que me trouxe outras emoções, boas.

Sorrir, bem estar.

 

Nunca eu imaginei que existisse ainda uma outra dimensão, que a minha vida me pudesse dar a esta cor. Uma dimensão atrevida, pulvilhada com açúcar,

 

O azul era até  então salgado e frio.

Llast us just keep it that way. Colours don’t change, do they?