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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Ter | 14.08.18

ATM vs Multibanco Round 1

Delcy Reis

Hoje escrevo-vos sobre um tema que considero atual.

Cada vez mais estamos menos dependentes das agencias dos bancos e acostumados a sermos autónomos na resolução dos nossos problemas diários pela internet.

O ano passado, por informação limitada, observei as caixas multibanco que prolifereram pelo Algarve amarelas e azuis, e o fenómeno engraçado das multidões de não quererm quebrar com a rotina de ir ao Multibanco, ou pelo desconhecido, ou pelo medo de arriscar a nova caixa multibanco.

Talvez, por ser despassarada, talvez por ser inundada constantemente de nova informação, estes pequenos pormenores de evolução não eram por mim absorvidos.

Os comentários eram diferentes, uns mais patrióticos outros, sem qualquer fundamento.

Os mais patrióticos diziam que, não se sujeitavam a ir àquela caixa multibanco por ser de bancos estrangeiros, e que não eram nacionais. Sorri para mim.

Os mais sensíveis à questão do dinheiro, reclamavam, em tom de diferenciação social que, aqueles terminais apenas eram destinados aos ricos e aos estrangeiros, pelas notas de 100 e 50 Euros que saíam da máquina.

Antes, de procurar comentar, julgo que nos devemos informar o porquê, de forma lógica estes fenómenos acontecerem, porque, afinal de contas, a entrada de insitutições financeiras em Portugal, despegadas de qualquer agência fisica, acontece em força, e a banca portuguesa encontra-se cada vez mais a ser ameçada.

Estando o país a beneficiar francamente em termos de balança comercial do turismo, naturalmente que esse crescimento atrai investimento externo. E a banca, não foi excepção.

Estratégia, na minha opinião bem implementada, de máquinas eficazes, que permitem ao cliente estrangeiro fazer levantamentos sem ter qualquer comissão a ser debitada por se tratar de um cartão estrangeiro.

Nós, tentamos proteger-nos em medida, por via da SIBS, e à nossa população, a entrada em massa deste tipo de investimentos contudo, em zonas como o Algarve, onde o impacto não será meramente superficial, é natural que as vejamos em mais pontos até que o comum multibanco.

Será novamente esta mudança que potderá provocar uma recação e uma atitude, por parte da SIBS, disponibilizando mais pontos de levantamento, porque naturalmente vão perder mercado.

Lamentaável é que não tenham antecipado esta necessidade, com o crescimento que se verifica em termos de PIB nacional e da Balança Comercial Portuguesa.

Tendo em consideração que efectivamente o desemprego em Portugal, veio a decrescer significativamente, seria uma oportuniade de continuar a criar emprego nacional, sem permitir a entrada de investimento estrangeiro.

Portugal, é um país do qual me orgulho, mas o planeamento é pisado pela relação.

E tal desbalanceamento, na minha opinião, poderá ser bastante prejudicial para todos nós.

 

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