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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

As nossas mandalas

31.05.20 | Delcy Reis

E por cada indivíduo, por cada forma de estar, temos as nossas mandalas. 

Quatro anos de vida, entendendo a gestão emocional do meu ser, entendendo que contrariamente ao que em criança pensava, consigo ser feliz por mim. 

Sei que a felicidade, muitas vezes se encontra associada às crianças, e é um facto que consigo perceber, o sorriso por hosmose. Ou então, a pequenez de tudo aquilo que para nós assume uma dimensão diferente. 

Uma forma divertida de passar o tempo e que também nos relembra, na nossa essência quem somos. 

Por exemplo, no meu caso adorei jogar futebol com um dos fantásticos 5. Lembrou-me os meus tempos de pequenice, onde jogava a bola com o irmão, na marcação daqueles livres diretos, onde a bola fazia um estrondo no portão. Ao início assustava mas depois já era um hábito.

Com esta maturidade, ou experiência de vida, entendo cada vez mais quais são as minhas mandalas: música, que me entende, e me embala, sol, água, a dita natureza, e todos os instrumentos musicais por onde passei que me deram, ora paz, ora um embalo para despejar. Despejo de emoções, é disso que a música se trata. 

E por mais diferentes que sejam as culturas, à volta do mundo fazemos todos o mesmo. Gostamos de andar de bicicleta, gostamos de ir à rua, de nos juntarmos de forma matilhada à beira do mar ou do rio e caminhar. São os denominados tempos de lazer.

Todos temos pequenas coisas as quais nos agarramos, para acreditar. Sejam as pedras, sejam tatuagens que nos relembram temos perdidos, desabafos levados pelas ondas, infinitos olhares perdidos, para o fim do dia, para a linha do destino.

E sim, podem afirmar que está na moda, nos dias de hoje, a mulher afirmar-se como independente. E, no meu específico caso não terá que ver com estar na moda. Terá tão somente que ver com o caminho. 

E para os que entendem que a mulher não deve ser totalmente independente, chiça com eles, porque são esses mesmos que não sabem. O então, porque são esses mesmos que criam o apego, inicial, e posteriormente o desapego total.

E para os que não entendem que uma mulher pode também mandar piadas, chiça para eles, porque não as conhecem, e elas não deixam de ser menos mulheres, menos amigas, menos irmãs por isso. E também por isso, não negligenciam a sua maturidade, e o seu saber estar, pelo enquadramento que o mundo se lhes coloca.

Cheiro. Sol. Água. Pedra. Incenso. Pena. Rir.