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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Seg | 30.07.18

Aquele dito do " quem não se sente não é filho de boa gente"

Delcy Reis

Recordei-me deste ditado hoje, pelo que tenho vindo a sentir e a tentar gerir, os denominados impulsos que nos fazem sentir coisas tão estranhas e por vezes antagónicas. Mas gerindo, já não sou filha de boa gente :) e não gerindo, poderá não ser consciente e apenas somente sentido.

Seguidamente, recordei-me da peça de teatro, no Teatro Aberto, "Boas Pessoas", com a grande Maria João Abreu, onde o rótulo, teria que ver certamente com as circunstâncias, com o tempo e com as pessoas em questão.

Poder-se-à falar que a diferenciação de classes sociais por vezes pode fazer crer que as boas pessoas e humildes serão as que pertencem a uma classe social inferior. Entendo, antes como as menos informadas, porque no fundo todos somos boas pessoas quando damos o que temos a alguém, sem pedir que nos ofereçam algo em troca.

Mas, sinto, sabendo que as minhas origens são boas em termos de princípios e valores, sobre o que estará certo ou errado.

Por vezes, não seguimos o caminho que seria esperado e aí talvez porque sintamos, que a tristeza é maior que a felicidade e porque não era aquele o plano inicialmente idealizado.

Porque víamos a vida não tão monótona, não tão sem cor.

E este sim, é o tal plural majestático :)

Este Verão, estou a sentir muitas coisas, muita transição, sem perceber bem para onde me leva, mas cada vez mais certa que já a previa sem a ver ao certo.

Este Verão, servirá para entender a pessoa que quero ser, e a pessoa que já sou, pelo que conquistei e pelo que quero conquistar.

No fundo, somos todos boas pessoas para as pessoas que queremos bem, e o querermos bem é sabermos dar aquilo que elas precisam em determinados momentos.

E não fecho esta dádiva aos mais próximos, mas aos que se encontram a passar por momentos de transição idênticos ao meu.

Fecho esta dádiva àqueles que, sem qualquer compromisso, apenas passaram pela minha vida, levaram e agora nada trazem. Não será certamente rancor, mas sim o tempo passado, onde as duas já não estarão no mesmo "frame".

Andamos aos trambolhões, completamente mecanizados pela nossa rotina, sem nos darmos, sem nos falarmos, sem nos conhecermos, e cruzamo-nos com tantas pessoas.

Achamo-nos senhoras(es) e sabedoras(es) de tudo, mas tudo está em constante mudança e o que julgamos ser uma verdade, como efémera, rapidamente se transforma, por uma  perspetiva completamente distinta.

E sim, tudo depende das experiências que temos e com quem partilhamos os momentos que vamos vivendo e de que forma essa partilha existe, em que medida nos encontramos disponíveis para a fazer.

E terá que ser sempre com um enorme sorriso. Com um enorme sorriso na cara.

Recordo-me que recentemente passei um ano, sem idealizar quaisquer projectos, o que me fez confusão, pelas 12 passas que comi e, em nenhuma delas tive qualquer sonho ou desejo.

E o engraçado, é que conquistei pequenas alegrias e tão saborosas que foram, que não me quero esquecer delas, nem romper com as mesmas.

É dificil acreditar que existem boas pessoas, quando sentimos que estamos rodeados por vezes, daquelas que só nos querem fazer mal.

Mas, este Verão parece que me quer mostrar novamente que elas existem.

Agora, será ter a esperança e força para acreditar que elas pertencem à minha verdade, ou à verdade dos dias de hoje, que de constante nada tem.

Podemos reger a nossa vida com objectivos, ou com sentimentos, sendo duas abordagens no meu entender diferentes, mas quando conjugadas de uma forma que nos faça sentido, podem ajudar  a que consigamos finalmente idealizar um caminho.

Sempre rodeados das boas pessoas.

Obrigada Verão, pelo Corneto de Nata.

Obrigada Verão, pelo cachorro ao por do sol.

Obrigada, boas pessoas que se cruzaram comigo este Verão, umas no Brasil, outras no Algarve.

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