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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Ter | 10.07.18

A vida a brincar com os meus sentimentos

Delcy Reis

Era muito céptica em relação a essa onda espriritual positiva, que defende que pensando em coisas positivas elas acabam por acontecer.

Era muito céptica sobre a verbalização dos meus sentimentos e que, alguém faria com que houvesse de alguma forma um alinhamento.

E, de forma engraçada hoje aconteceu.

Eu, que mais uma vez, dedico a minha a vida a poder controlar todas as variáveis que posso dominar.

Eu sei que podemos ir pela lógica matemática de saber que, as rotinas e os hábitos das pessoas, enquadrados numa determinada comunidade faz com que eventualmente os caminhos se cruzem.

A vida hoje brincou com os meus sentimentos e emoções.

Brincou porque, alguém com quem estive e que pertenceu a um passado já bem longe, e que está na minha redondeza almoçou comigo. 

E deste almoço, o que pude recolher é que tudo muda, e nós vamos ao sabor da vida.

Reconfortou, por saber que fiz parte e que, mesmo passado tantos anos, ainda continuo a fazer. 

E supostamente, pelas regras da sociedade, não deveria ter tido este almoço. 

Porque foi abrir uma porta, que há muito tinha sido fechada.

E, na altura quando eu a fechei, fiquei com a sensação que tinha falhado, que era um erro.

E hoje, percebi que não. Percebi que não era de todo para acontecer, e que efectivamente o caminho que fazemos é mesmo única e simplesmente delineado por nós.

Pode ter uma pitada da nossa adolescência, da nossa juventudo, que devemos ignorar, porque já não se enquadra nos dias de hoje.

A vida, hoje brincou com as minhas emoções. 

E não foi planeado, nem pensado, nem sequer colocado em hipótese.

Qual a razão lógica, para eventuais desafios emocionais nos serem colocados na altura em que talvez mais precisemos deles?

Foi voltar a recordar, foi voltar a reviver, e que mágoa tão grande pelo inconcreto e ser apenas uma recordação.

E o mais curioso, é que poderia ser eventualmente premeditado.

O Universo quer, e só temos é que aceitar. 

O que eu queria, e tive mas com maior esforço, era um reconforto espitirual, para o meu corpo e mente.

O que o Universo me deu, foi tormento e por-me o corpo a tremer, para eventualmente ter uma necessidade ainda maior de relaxar.

Quando queremos fechar, e seguir em frente, livres de espírito, voltamos a ficar agarrados.

Quando nos abrigamos nos outros, para justificar aquilo que sentimos, estamos a procurar controlar efectivamente alguma coisa que nos move cá dentro.

Porque temos medo de sair da nossa zona de conforto, e arriscar.

Quando, não podemos ser vistos com alguém, por aquilo que as outras pessoas possam pensar, não estamos em primeira instância a ser honestos com o nosso eu.

Estamos a argumentar essa preocupação porque, na realidade, a intenção e o que nos move vai contra a vida que construimos e os compromissos assumidos.

E, não retiro qualquer validade a esses compromissos, nem valor, não sou eu que os julgo porque desconheço a intensidade dos mesmos, porque o tempo desses sim posso julgar.

Dificil, aceitar que os caminhos são diferentes, quando vemos e nos apercebemos que, na realidade a vontade e a curiosidade ainda existem.

Aqui, a lógica é efectivamente a regra imposta pela sociedade, pelas inseguranças de cada um, que se sobrepõe a tudo o resto.

Aquilo que somos suposto ser, numa determinada idade, que somos suposto ter numa determinada fase da nossa vida, quando comparável com as pessoas da nossa geração.

É verdade que estamos integrados numa socidedade mas, sou da opinião que não devemos deixar que esta molde e tolde a nossa caminhada.

Porque ora nos podemos ancorar na geração, ora nos podemos ancorar nas pessoas com quem trabalhamos, independentemente da idade, e do que já alcançaram.

E hoje, o que vivi, foi a prova disso.

Os caminhos voltaram a cruzar-se, e para mim foi dificil respeitar qualquer regra, qualquer vontade.

Mas, acima de tudo respeitei. Não a mim, mas o Universo. 

Fui em busca de paz, e veio o tormento.

Voltámos aos corações gigantes, que se abrem a quem eventualmente, não os quer ver.

Volta a fechar.

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