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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

As expectativas dos outros

30.04.21 | Delcy Reis

Na gíria atual denomino esta temática como sendo a temática da pressão emocional, de fazer o enquadramento perfeito naquilo que é expectavel pela nossa sociedade.

Talvez, seja agora que, em função do que os outros esperam de mim, em função da dita pressão biológica, familiar, efetivamente aconteça aquilo que os outros esperam.

Porque, de facto, no momento em que era suposto acontecer não aconteceu. 

E andamos todos a referir, com toda a segurança do  mundo que controlamos tudo à nossa volta.

De uma vida longe da componente familiar, regresso pelo peso da mesma, pela pressão emocional da mesma, quer por vidas que se podem eventualmente perder, quer por tempos que jamais regressarão.

E, em função daquilo que os outros manifestaram emocionalmente, em relação à minha pessoa, em prol de esses desejos mais profundos e intímos, cedi. Sem qualquer frieza. Penso que pela primeira vez na minha vida adulta.

E vejamos o resultado. 

Apreciemos o resultado. 

Todos vivemos com a dor, e todos queremos procurar evitá-la. A todo o custo.

Apesar de não ser trendy afirmar, todos julgamos, no nosso íntimo. E todos, tendo caminhos diferentes, escolhas diferentes, procuramos perceber o porquê de determinadas mudanças. 

E quando, não entendemos, e quando não ouvimos nem procuramos entender as motivações. 

Quando não temos essa disponibildiade, ou paciência, apesar de serem pessoas que foram muito importantes para nós em algum momento das nossas vidas, podemos ser surpreendidos.

Porque sim, somos todos egoístas e sentimos ao tempo de cada um, seja por preconceito, seja pela idade, seja por reflexão. Mas, todas as emoções e a manifestação das mesmas, têm sempre um objetivo por trás. Sempre. 

E que, o objetivo, daqueles que me conhecem, seja fazerem-me feliz. 

Mostrarem e aproveitarem o facto de agora estar por perto.

Retribuam. Acho que estou a precisar. Estas são as minhas expectativas. 

pluribus unum

30.04.21 | Delcy Reis

Nós, individuos,  nos dias de hoje o que é que valorizamos?

A sensação de regresso a Portugal, de forma não sabendo se definitiva foi estranha.

Por um lado , um balanço positivo de poder estar próxima daqueles que foram constantes na minha vida, e dos quais me despeguei de forma bastante disruptiva.

Encontro-me num cinzento incompreensível.

Num cinzento de recordações, de momentos passados, num cinzento indefinido em termos de futuro. 

Sei que somos todos diferentes, mas entendo que talvez por influências mais próximas, talvez por expectativas mais próximas, uma prisão de tamanhas expectativas criadas.

Sentimento de mágoa, foi aquilo que me foi dado, aquando da minha ida, sentimento de repulsa, em grande maioria, foi aquilo que me foi dado aquando do  meu regresso. 

E estou novamente numa sensação de indecisão.

Sem perceber o que quero, agora, o que anseio. Porque o que queria, simplesmente desapareceu da minha vida.

Talvez este seja outro dos IN's a acrescentar neste blog, que vos acompanha e a mim também, com várias histórias para contar.

Sim, são 36 anos de existência, em que nos ultimos 2 conheci pessoas tão diferentes, de meios tão diferentes. Individiuos, com diferentes motivações, indivíduos que celebram a liberdade de forma distinta, assim como a forma como se sentem.

Curioso foi perceber que, hoje de manhã, conversando com um alemão, homem, percebi que também sente.

Curioso foi perceber que, apesar de ter visitado imensos países, de ter viajado e estado em diferentes países, com o passar do tempo, o sentimento de casa, e de conforto é também o que prevalece.

No meu caso, também valorizo e bastante esse conforto. 

Contudo, ultimamente tenho tido sensações de repulsa. Talvez, porque  já não saiba o que é estabilidade. Talvez porque tenha aprendido em demasia ao que corresponde o desafio.

Talvez porque tenha desaprendido o que é o conceito de família.

E porque agora, que o queria aprender, quem mo deu e quis ensinar desapareceu.

E, talvez por isso mesmo me sinta una. Porque reconheço que o conceito de grupo é essencial, seja ele familiar, ou seja ele profissional. Que devem existir os dois, para que o balanço aconteça.

E quando temos essa consciência, tão individual, tão própria, voltamos novamente a concluir que, todos procuramos a juventude ou felicidade de alguma forma. Sem a conhecermos. 

Eu, não me coloco numa posição de extrema importância. Apenas procuro um melhor amigo.

Se é que existe.