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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Devíamos morrer novos

19.10.19 | Delcy Reis

E que palavras. 

Palavras ditas por um senhor de 90 anos, extremamente metódico, extremamente capaz. 

Um senhor, cuja vida construída, foi também e sempre a base de muito esforço, e conquista, onde o adquirido e garantido nem sempre o era. 

E pelo que lhe conheço, entendo. 

Que, para alguém naquele espírito, naquela consciência, a espera, poderá ser desesperante. 

O apenas esperar. 

Se, de consolo servir, também em mais novo, esperar que a vida continue, no fluxo pretendido, é também desafiante. 

Se, de consolo servir, os jovens, as gerações ainda mais novas, irão enfrentar desafios ainda mais intensos no que a adaptabilidade e altruísmo respeita. 

Sociedades que mudam a uma velocidade incontrolável, onde o esforço humano, é rapidamente descartável. 

E, nos os novos que pensamos que só queremos morrer velhinhos, é balanceamos este querer, com os riscos, com a vida, com o carpe diem.

Talvez os jovens, por vezes também gostariam de morrer novos, pelo desenquadramento, volatilidade, inconstância. 

Gerações com estabilidade. 

Gerações do desafio. 

Gerações do egoísmo total. 

 

 

Filipinas e Portugal

19.10.19 | Delcy Reis

Cruzamento não provável e não expectável na minha vida. 

Povo bastante calmo, com base católica de princípios de vida, bem notável. 

Apesar de apenas terem influências americanas e espanholas, muitos deles têm sobrenomes portugueses, e a afinidade que transmitem por sermos portugueses é estranha. 

Ao início julgava que seria, eventualmente por ser portuguesa. 

Mas constato que não. Tem tudo a ver com a base de formação católica, assim como forma de estar na vida. 

Sempre acolhedores e calmos, transmitem uma curiosidade e entusiasmo em perceber os hábitos das pessoas. Em geral, não me querendo fazer de especial.

Levam decididamente a vida com muita calma, o que balanceia de alguma forma a outra agitação. 

Delicados, discurso tranquilo que facilmente entra naquele que, de tranquilo e por defeito inquieto se encontra. 

Rugas

19.10.19 | Delcy Reis

Rugas. Aquele traço de vida que surjem. 

Aos vinte e sete anos, já procurava combater o fenómeno de usar demasiadamente a minha cara em boas expressões. Expressões de vida. 

A combinação é gigante, juntamente com os cabelos brancos que se distinguem na imensidão de um cabelo volumoso e castanho. De areia. 

Rugas, começam a surgir ou então porque tenho tempo, disponho me a observá-las.

Pelos sorrisos, pelos olhos bem despertos, pelos sorrisos, pelo que me tenho exposto a sentir, que me tenho feito cantar. 

Confesso que estavam estagnadas, mas confesso que têm sido boas companheiras. E cada uma delas terá uma história de sol para contar. 

Ou então de neve. 

Pela exposição a que dou a minha pele. 

Rugas, já começo a ter as primeiras rugas, 

Começam-me a nascer algumas rugas, de chorar, de sentir, de cantar, começo a franzir.

Rugas, traços de desenho num deserto vazio e pleno, onde o vento, soprando, me trará mais algum alento. 

Se não falarmos não sentimos

12.10.19 | Delcy Reis

Se não falarmos não sentimos. 

Não sentimos a vida a passar. 

Não sentimos as coisas que devemos ter ou fazer. 

Não sentimos. 

Se nos isolarmos não sentimos. 

Não sentimos a companhia, não sentimos a noite não sentimos o dia. 

Se não conversarmos não sentimos. 

Se não ouvirmos não sentimos. 

Apenas passamos por eles, 

Pelos sentimentos, e pelos dias. 

Mister Mark Lai BadoChinese

11.10.19 | Delcy Reis

And there was a night I went to La Mer. It reminded me the Disney world but near the sea, on a summer night. 

Nothing too much planned and flowed naturally, where it was possible to take decisions together. A new friend, with a similar path to the one I'm having, that also gave more comfort. 

While walking near the sea and absorving different contrasts, the weather, the place and the new friendship, the small white lights also brought Grizlly Bear into my mind. 

Being a new chapter in my life, all the disruption is feeling like a release from the previous times. 

Got to taste a wonderful duck with pineapple, a not crowded place, and Mister Mark Lai. At the Badochinese restaurant. Of course, it reminded me my grandfather, by the face, the eyes and the Chinese posture.

The way we where welcomed, and all the cultural and traditional welcoming made me feel in China. 

A quiet place, with wonderful dishes and a very cleaned and good service. 

Without any kind of reference, just by walking near the sea, and having the freedom to choose, China near the sea. 

Mister Marko Lai came to Dubai 10 years ago and is the owner of this wonderful place, where he puts his heart on every presentation, and have the care of making feel the customer as most Chinese as possible. 

Thanks for the words learned, and for the love of sharing multi cultural tastes. 

A Chinese man, in Dubai, who knew Vinho do Porto. 

The world, these days is actually very small. 

We tend to make it bigger and distant, maybe because we like to do it. But, do we? 

Is happiness a goal?

02.10.19 | Delcy Reis

And we are all pursuing our own happiness. 

According to the bubble within we fit, one believes that happiness is only achievable within family. 

Others try to find it within their professional careers and the chance of, within those to do what they like. 

We are on a daily basis, smached with tons of hastags, quotes, inspirations of happiness, and according to the stage where we are, and also on our beliefs, we aim to achieve that happiness. 

There are the ones who believe, in a stage of their lifes that happiness is within the family, with kids, with their smile, and have the chance to hug them.

There are others, that had to find out that happiness is in other things, individual ones and individual well being. Not because they wanted, but because they were not followed on what they wanted so, they would prefer to be alone, because if it is to be forgotten, better being alone. 

Regardless the optimistic trends, I believe that happiness might be among the ones with whom we connect, it is on helping people, and most of all keep smiling no matter what. 

But, still life will somehow teach me new things, hopefully. 

There's a song, from a very know portuguese female singer Amália, that states clearly the anxiety of pursuing happiness and challenge has a strange way of living. 

Estranha forma de vida

It speaks about the will and the passion in life when one's commanded by the heart. 

Release but always balance. 

Amália Rodrigues.