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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Massive Attack.

18.05.19 | Delcy Reis

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Banda de Música Britânica que na minha adolescência me despertou curiosidade pela capa do album estranha, mas principalmente por Teardrop que na altura, em termos de som, video seria algo completamente disruptivo para as tendências ouvidas.

Banda que, a cada concerto que dá, transmite uma mensagem intensa do mundo que vivemos, pelo jogo de luz, pelo posicionamento no palco e principalmente pelas vozes distintas que consegue convidar, misturando um Trip hop, intenso, profundo, que mexe com um Soul de arrebatar qualquer corpo.

Naturalmente e originalmente influenciados por Neneh Cherry, e o seu companheiro, desde o primeiro exito de Any Love, música enquadrada à época, eu considero-me da fase de Tricky, Portishead, bandas, artistas que me influenciaram bastante numa determinada fase de vida, a quem recorro em dias mais escuros, de reflexão.

E como hoje volta a ser um dia de reflexão, e recordação, independentemente daquilo que possa ser comentado por outros experts ao nivel da música, vejo e considero a música e êxitos que me continuam a acompanhar, como sendo efetivamente um pedaço de mim. 

E será um pedaço de mim porque me recordará, a quem o deixei, com quem o partilhei, que momentos foram vividos e de que forma o foram, sempre positivamente.

E, de facto continuará a ser uma dimensão de mim, tal e como as viagens.

Lamento, mas não consigo ser superficial, com a música, comigo.

E, voltando ao "ataque massivo", singles como Live with me, Teardrop, Men Next Door, e Black Milk, recomendo que os ouçam, se eventualmente tiverem algum significado.

E, para aqueles a quem eventualmente dei um pedaço de mim, quer fisica, quer por objeto, que disfrutem e se deliciem.

Tendências contemporaneas e talvez mais recentes, como Sevdaliza, Fink, sons intensos, com conteúdo e sempre sempre com uma mensagem forte.

E agarro-me na Protection, música com a qual me relaciono a cem por cento, por tudo.

Um bom fim de semana, acompanhantes, 

 

 

 

Dia da mãe

05.05.19 | Delcy Reis

E será hoje, contrariamente ao que se verificava na altura da minha mãe, onde se celebrava esse grande dia em Dezembro, perto de uma data também ela relevante, onde eu pelo menos me aconchego nos miminhos da lareira e do ar puro do qual em tempos fugi.

E este ano antecipei-me porque lhe liguei um dia antes. E tive a oportunidade de recuperar um pouco de mim, porque ela estava a passear junto do meu companheiro que para onde vá, anda sempre por lá, mais quente mais frio mais ou menos revoltado.

Escrevo sobre este dia, já com experiência e maturidade suficiente para poder ser também mãe, não o sendo. 

Escrevo sobre este dia por acreditar que vou ter essa oportunidade na minha vida e não de uma forma despegada e individualista como muitos de vocês podem julgar, pela forma de vida que levo atualmente. 

Escrevo acima de tudo, para reforçar o papel também importante e humano que a mulher desempenha a partir do momento em que é mãe, e para que as mesmas entendam que a sensibilidade daquelas que não o são, existe, mas pode estar mascarada pela pele que nos defende e segura, por uma letargia ou mesmo apatia, para que a revolta não seja transparecida ou mesmo a irritação, junto daqueles que recentemente nos conhecem. Aliás, sendo mais precisa, junto de todos porque o ser madura significa parecer também isso, ser constante emocionalmente, e o mais possível desligada desta dimensão. Peão. Escrevo este texto para que todas as mães que o são, agarrem com força, com sentimento de pertença os pequenos que podem agarrar, com sentimento de pertença de posse e não tenham vergonha dessa posse. Desse controlo. Reconheçam. Mas acima de tudo reconheçam que nasceram de uma união mágica,  uma simbiose única planeada ou não, de dois seres. Verdade que será uma visão demasiado simples e romântica, que em nada corresponde à realidade, pelo acompanhamento do médico, por todo o envolvimento científico associado.

Mas que agarrem com força, por todos os sorrisos, por todas as gargalhadas e por todas as acções descontroladas e puras que podem connosco partilhar, e nós retribuirmos.