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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Não estamos sós.

11.11.18 | Delcy Reis

E tudo também se resumerá a isto.

O nosso equilibrio, também parte da oportunidade que temos de comunicar e falar com outras e novas pessoas.

Fazendo-nos sentir integrados, num meio que pode também ser nosso.

A idade é sempre um número, apesar das rugas que possamos ver e dos cabelos brancos que sismamos em arrancar, porque não aceitamos que seja a altura deles nascerem.

Por vezes, queremos afastar-nos do mundo real, sim e falo por mim talvez para me proteger na agressividade que ele me transmite, pelos layers, onde forçosamente me tenho que encaixar mas, ainda não está na minha altura para isso.

Sei, que para muitos falhei, nas decisões que tomei, pelas circunstâncias em que me encontrava, mas o cinzento nunca foi uma cor predileta na minha vida, não pelo menos durante mais que uma estação do ano, e sinto que deixei que me dominasse, posteriormente durante um período largo da minha vida. 

Talvez para provar a mim própria que também saberia esperar, pelo tal momento certo, não para mim mas, para a tal fatal conjuntura.

Sim, sermos adultos, é falarmos de forma clara, sem rodeios e expormos o nosso ponto de vista, que nem sempre será concordante, mas isso será certamente aquilo que nos distingue de uma outra e qualquer outra pessoa mas, para haver a cooperação, terá que haver certamente o diálogo.

 

Pelo que vejo, das pessoas da minha geração, penso que por vezes não sabemos aceitar bem o silêncio, sendo taggado instantaneamente como algo depressivo e que não pode co-existir, num meio de felicidade. Pois, não concordo, a paz e o bem estar de cada um também fazem parte, da tal dita cooperação.

Não aspiro uma história de amor, com um final feliz, mas reconheço que, somos todos humanos, e todos nós independentemente da idade, não nos podemos acostumar a que certas coisas, prazeres, e momentos bons que temos na nossa vida, simplesmente passem.

Sim, palavras de pessoas com experiência que me transmitem que, devemos valorizar o presente, quando não conseguimos ver um futuro, e tudo aquilo que temos, para nos sentirmos, e agora sim, julgo vir a palavra mais perigosa, pelo menos para mim, confortáveis.

 

É óbvio que todos nós adoramos o conforto, o descanso, todos nós adoramos o lazer e o tão chamado hygge way of life, que só se encontra maioritariamente presente na vida dos países do norte da europa, onde o equilibrio entre a vida pessoal e a vida profissional são considerados, de uma forma sã.

 

Em Portugal, a produtividade, por vezes é medida com horas de trabalho acima do aceitável, esforço inicial de forma forçada e excessiva, para podermos garantir que somos merecedores daquela função, merecedores daquele posto de trabalho.

Aqueles, que apaixonadamente seguiram o seu caminho, com a certeza de que era aquele o caminho que teriam de seguir, com mais ou menos esforço, fizeram-no de forma mais ou menos intensa, de acordo com as suas crenças, confiança, e com o seu  juizo de valor. 

 

Essa intensidade, não sendo retribuida deixa de certa forma, a marca de doseamento de energia, para podermos ter o tal equilibrio emocional, que tanto está em voga.

Mas, se não seguirmos o que o noss coração nos impele a fazer, a nossa vontade, sendo toda uma junção de vertente lógica e racional, com emotiva, onde vejo a combinação perfeita dos dois mundos, para que é que faz qualquer sentido, qualquer que seja o caminho que escolhamos, se para nós, como indivíduos não tem qualquer significado.

Sei que anteriormente, também já divaguei, por temáticas que todas elas se esbarram no mesmo propósito, quer pela geração Millenials, quer pelas tecnologias, mas por favor não nos esqueçamos de todos humanos que somos, e que um pouco de loucura, promove a mudançe e a evolução.

 

Um pouco de sal, tempera.

Não estamos sós, audazes que ainda se continuam a aventurar pela diversidade da vida. 

E tão bem que ela sabe.