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Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Incompanhia

A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Pessoas que nos trazem o que de humano há em nós.

03.10.18 | Delcy Reis

Somos humanos, pelo sentimento de perda, pelo sentimento que hoje a velocidade com que o mundo roda, nos obriga a ter um desapego gigante de pessoas, bens, momentos, para continuarmos o trilho que alguém nos marcou.

Somos humanos, por partilharmos em conjunto e não de forma solitária emoções, fortes nas positivas, e fortes nas negativas.

Concluo que a energia transborda quando, em momentos de forte emoção temos a necessidade de estar com alguém e partilhar, por suporte, ou por força que nos transmitem.

Por vezes agarramo-nos a músicas pequenas, outras vezes agarramo-nos a pequenas palavras que nos transportam para a nossa miudez, como a menina, a meninez de Fernando Pessoa:

"Tome lá, minha menina,
O ramalhete que fiz.
Cada flor é pequenina,
Mas tudo junto é feliz."

É uma palavra que me leva à minha pequenez, e me traz covas nas bochecas, e me volta a por ganchos no cabelo. Pessoas, que quero acreditar serem genuínas, pelo olhar, pelo sorriso e não pelo texto que tantas vezes vejo num monitor branco.

Separo, o sermos humanos, com a boa educação.

Separo, um bom coração, com a boa educação. Talvez por uma questão de gestão de tempo.

Lux. K&D.

03.10.18 | Delcy Reis

Invadi aquele que foi o meu espaço quando vim de malas e bagagens para Lisboa.

Sim, senti-me fora de tempo, porque acreditei no evento do facebook, pelas horas a que foi promovido.

Sim, senti-me fora do tempo, para me aperceber que seria para mim doloroso, novamente voltar ao mesmo refúgio para o ver passar.

 

Três anos depois, voltei ao Lux. Vinte e três horas e vinte e seis minutos, aquilo que marca no bilhete de entrada. 

Na entrada, atrás de mim, um grupo de jovens, claramente preparados para se divertirem na noite.

O segurança da entrada, com a mesma expressão, apenas faz a pergunta: " Vem sozinha?" Respondo, "Sim".

Tranquila, apesar de consciente de estar desenquadrada. Entro, apenas com as chaves do carro, carteira e telemóvel, e um maço de tabaco. Os bens indispensáveis, para conseguir sobreviver, nos dias de hoje, que por vezes tanto custam a passar.

Pergunto, na entrada a que horas é o concerto, a que me respondem, que deveria começar por volta da uma da manhã.

Subo a grande escadaria, e no cimo, encaro aquela que é uma sala que me encanta: pelas luzes, pelo veludo, pela bola de espelhos, pelo enquadramento de Santa  Apolónia. 

Fico satisfeita, pelo turismo e os cruzeiros não terem destruído um espaço como aquele, que tantas recordações me traz.

Inicialmente rotulado, como o espaço de noite de liberdade, onde o padrão ed imagem não seria sentido, o espaço da diversidade, foi novamente com esse espírito que o abracei.  E ele a mim.

Pedi, a bebida que me refresca, e estando uma noite de Verão, quando ele já se despedia, subi para um dos terraços de Lisboa.

Olhei, e escolhi a mesa para poder olhar para aquele elemento que fielmente me acompanha. A água, no rio e no mar.

Talvez, goste de olhar para o Tejo, pela sua extensão, me lembrar do mar.

Sentei-me, e o mundo voltou a conhecer-me. E eu voltei a acreditar no mundo, deixando de acreditar somente em mim.

Foram duas horas bem passadas, e foram dois músicos que, mesmo estando  mais velhos, mexeram este corpo, também mais velho, de sapatilhas, e colete de ganga.

Passaram, aquela que é a múscia que reflete o melhor estado de vida. Useless, a partir daqui é sempre positivo.

Grande groove, grande drum&bass, mágica dupla austríaca que, pela senioridade e conhecimento, continuam a proporcionar, músicas que abanam o coração.

See you next concert, 

 

 

Dinheiro vs Mbway vs Multibanco Round II

03.10.18 | Delcy Reis

Voltando à temática dos ATM's e também a temática da desmaterialização do dinheiro.

Esta semana, no metro assisti ao fenómeno social, que tão eficaz no que ao marketing diz respeito, pelo menos em terras portuguesas que é o "word of mouth". 

Estava no metro, para deseperadamente apanhar o mesmo para uma reunião, pelo que filas, seria o a evitar.

Quando procuro carregar o cartão, reparo que a fila de pagamento em dinheiro se encontra, cheia e a de cartão vazia. Dinheiro de plástico, e tecnologia, versus gestão de tempo, de forma eficaz. 

Dilema tão português, e dilema tão meu, que a este país pertenço.

Noto que Portugal, quer acima de tudo defender, por estes pequenos gestos o seu país, e grandemente a desmaterialização de tudo, por aqueles que ama, pelas tradições perdidas e recordações esquecidas.

Eu, sendo a diferente, paguei com cartão, mas apenas porque o tempo era a variável que pretendia gerir e nada mais, e porque adoro cadeias de eficiência, e que as mesmas fluam agilmente.

Novamente, fui assaltada com a temática das comissões dos ATM's de instituições financeiras que procuram investir no nosso país, e pelo que dizem, as comissões são elevadíssimas.

Pois, reforço, não foram, das duas vezes que as usei.

Reforço também que, fazendo parte da união europeia, união esta que suportou muitas das nossas ineficiências, e muito do nosso oportunismo, individual, não nos devemos esquecer que, para além de portugueses somos europeus.

E, que hoje, somos um estado de algo maior, e que devemos contribuir para esse maior.

Não somos só nós que suportamos, todas as flutuações que acontecem na nossa economia, mas também os restantes cidadãos de outros estados membros que, pela sua agilidade, cultura, capacidade de adaptação, estrategicamente focaram e especializaram-se noutras temáticas, para garantir a sustentabilidade económica do seu país.

Nós, portugueses, estamos a apostar claramente no turismo e nas novas tecnologias como tendencias atuais para podermos sobreviver neste mundo global.

Nós, que outrora navegamos pelo mundo, devemos então levar para fora esse conhecimento e sabedoria, aproveitar e partilhar com aqueles que anteriormente conquistamos, e onde deixamos parte de nós.

Saibamos reconhecer aqueles que nos ajudaram, e saibamos ajudar aqueles que em tempos, abandonámos.

Acompanhar o passo da evolução do mundo, nos dias de hoje, é um desafio que não devemos descorar.

Mudar hábitos, aprender novas formas de estar na vida, é algo que nos distrai, do tempo que por vezes queremos que passe rápido, da mente que se retem em recordações, 

 

O próximo desafio é a utilização constante do mbway, pela agilidade, baixo custo e eficiencia de transferência, 

Sempre à procura do desafio, e da evolução, para não perder o passo de todos mas, acima de tudo também não esquecer o meu.