Incompanhia

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

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A companhia dos (in’s) INcerto INcoerente INconstante

Onde há vida há esperança

Maio 21, 2018

Delcy Reis

Quando era mais nova, as gerações mais adultas repetiam muitas vezes esta frase.

Na altura, nao compreendia, por respeito de experiência de vida, de serem os meus pais, avós, tios, entendia que seria certamente verdade mas, nunca lhe dei a devida importância.

Não entendia o porquê, qual o significado.

E, de facto, para quem leva no seu dia a dia uma vida extremamente solitária, onde apenas as tecnologias ainda assim nos fazem companhia, efectivamente, onde há vida, há esperança e luz.

E essa energia é importante, para caminharmos.

As tecnologias, sim são uma componente que tem contribuido bastante para a evolução dos dias de hoje mas, não podem ser tudo.

Onde existem colectividades, de que natureza forem, mas com as quais nos identifiquemos, as mesmas podem encher os nossos corações.

Mas, não misturemos.

Procuremos a esperança, onde a podemos oferecer, sem nada em troca. Sem qualquer contrapartida material, senão as dimensões misturam-se todas.

 

Juntem-se a pessoas. Toquem, falem, sorriam.

Porque, onde existem seres vivos, existe luz e esperança, e foi essa a força que uma inspiração coletiva me trouxe.

Uma inspiração coletiva que me recordou as minhas origens, que me mostrou que o capitalismo chega às comunidades locais do meu país, e traz sorrisos mesmo que não seja por uma instituição de solidariedade.

Pessoas diferentes, muito diferentes.

 

O amor é outra coisa. O amor é fodido.

Maio 14, 2018

Delcy Reis

Título vago, mas ao mesmo tempo intenso.

Pela minha experiência de vida, de relações inter pessoais, busco na leitura o esclarecimento sobre o que é esta palavra, tao grande mas que por vezes tem que ser tão pequenina e tão subjectiva.

Correndo  um risco muito sério, a comparação que faço é de leituras superficiais com uma leitura bem mais profunda. 

Apenas porque o título chamou por mim, independentemente do autor.

Apenas porque acredito que, das várias edificações acerca do amor, criadas por MRP,  PCF ou mesmo MEC, as mesmas vem de afirmações e de uma escrita superficial, para algo arriscado por um lado, prolongado e bem mais profundo. 

Digamos que, Margarida conta um conto, à volta do amor. Criação de fantasia com realidade, carnal com imaginativo e defende à partida que a dependência emocional não deverá existir, apenas um sonho, que pode ser concretizado pela sensualidade, prazer e desejo de duas pesssoas estarem juntas, apenas agarradas. Sentirem-se. Tão simples como isto. Estarem e sentirem. 

MRP, foi das primeiras autoras que li, quando começava a trabalhar na minha identidade e procurava perceber, numa escala mais pequena, o nosso mundo. 

Escrita simples mas que na adolescência fez sentido. 

Numa outra altura da minha vida, abracei, por outros motivos, o tão criticado PCF que, por isso mesmo me despertou também curiosidade.

Muito impulso, muita ação não ponderada, sem uma análise em perspetiva. 

Acções curtas e simples, que trazem sentimento, e emoção fugaz, transmitindo paixão.

Preencheram porque já não me recordava o que fazer para sentir. E o facto de enumerar coisas tão simples, que saem da rotina, despertou em mim sensações que se tinham dispersado.

 

Por último, e num registo não tão descritivo como o curso de amor de Alain Buton, que também é um bom guidance, li MEC. 

E que gigantesca de tudo:

uma obra prima pelo realismo que transmite. Nao há - e não é uma critica mas antes uma saudação- pedaço de sonho, pedaço de mistério, mas antes uma bipolaridade de emoções que entendo ser natural por quem somos perdidamente apaixonados.  A crueza da ruga, a velhice, como podemos amar alguém assim, que por vezes é tão mau? E pelo facto de existir esse constante desafio, o compromisso é mantido. E a base, está na relação humana entre os dois.

Miguel não justifica a existência de amor por busca de felicidade, mas antes porque por razão desconhecida, não consegue desligar-se daquela bengala emocional, que o preenche.

Eventos relatados de forma tão crua, episódios tão simples e tão conflituosos que, naturalmente não precisamos de ter criatividade para mais. 

A forma profunda como aborda o tema da longevidade, da adrenalina da novidade em que a felicidade ocupa um espaço interior, de cada indivíduo , a história de vida que nos partilha mostra-o: as relações  flutuam e mudam, e estaremos na mesma enquanto esta nos satisfizer na dose que precisamos, em termos emocionais. Quando precisamos de algo mais, despolíramos a mudança e a saída da zona de conforto, sendo que nunca estaremos totalmente alinhados. A perfeição não existe e, e o amor, como mostram as meninas na infância também não.

Leitura pesada, com conteúdo e perspetiva. Amor completo, em todas as suas vertentes e sem tabus, onde a cumplicidade e o constante desafio prevalecem e explicam. Relação sem filtros e tabus, transparencia total, quer para o fim de uma aparência perfeita, onde a imaginação e a criatividade superam toda a cruel realidade.

 

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